Ao longo dos anos tenho visto pessoas que começaram quadros psiquiátricos de forma leve mas que ano após ano, por não tratarem, viram a gravidade aumentar. Além do desencadeamento de outros transtornos psiquiátricos.
Exemplo: Fulano de tal em 2015 passou por problemas no trabalho e começou a apresentar sintomas de ansiedade. Percebeu que a mente estava agitada, com dificuldade para iniciar o sono. Mais irritado que o normal. A frequência cardíaca aumentada, a respiração mais curta e quando exposto a situações de estresse as mãos transpiravam. Ignorou, por achar que seria só uma fase. Então, 2 anos após, quando os sintomas já estavam mais acentuados, por indicação de seu irmão, procurou auxílio de um Psiquiatra. O Psiquiatra indicou uma medicação e recomendou psicoterapia.
Fulano de tal usou a medicação por 6 meses, não procurou fazer psicoterapia. Final de 2018 os sintomas exacerbaram novamente, porém mais intensos e dessa vez com um rebaixamento do humor. Estava mais triste que o habitual. Achou que era um problema espiritual e demorou para procurar auxílio novamente. Metade de 2019, novamente por indicação do irmão, procurou o mesmo psiquiatra. Então o profissional diagnosticou que além da ansiedade anterior, agora Fulano estava apresentando Síndrome do pânico. Voltou a mesma medicação, acrescentou outra e indicou novamente a psicoterapia.
Chegou a Pandemia e Fulano de tal ficou apenas usando a medicação. Sempre que o psiquiatra questionava se ele estava fazendo terapia, ele enrolava e falava que iria começar. Com o isolamento social, o trabalho em home office, mesmo em uso das medicações, os sintomas não melhoravam. Então o psiquiatra foi categórico, sobre a necessidade de se fazer psicoterapia.
Hoje Fulano de tal faz psicoterapia uma vez na semana e usa apenas uma medicação. Em breve, a sua psicóloga acredita que o psiquiatra conseguirá retirar a medicação.
Mas essa história poderia se desdobrar em outras situações mais complicadas e complexas. Um transtorno de ansiedade generalizada, poderia ter se desdobrado em uma depressão e posteriormente em um transtorno bipolar. O que quero dizer com isso? Os sintomas emocionais quando não tratados podem se agravar e desencadear outros transtornos. Isso é muito comum no transtorno bipolar e na depressão.
Então aqui vão algumas dicas que percebi ao longo dos anos, que são muito úteis.
- Fique atento às suas emoções.
- Cultive bons pensamentos.
- Tenha boas relações interpessoais.
- Evite álcool, drogas e substâncias que alterem seu estado de consciência como drogas sintéticas.
- Tenha uma rotina diária mínima.
- Durma pelo menos 7 horas por noite.
- Alimente-se com comida de verdade.
- Pratique atividade fisicamente regularmente.
- Se possível pratique os mantras e faça orações. E o mais importante: se está com sintomas emocionais, procure ajuda de um profissional. Primeiramente um psicólogo e depois se necessário um psiquiatra. A sua saúde mental agradece. Falo para os meus amigos, colegas e familiares: o maior investimento que podemos fazer na vida é na nossa saúde mental e no autoconhecimento.
Abaixo preparei uma lista de profissionais e lugares que podem te auxiliar. Alguns atendem por plano de saúde, outros cobram um preço social (valor negociável).
Psiquiatras muito bons em Goiânia, com uma abordagem mais humanista.
- Dr. Heisler Lima – Médico Psiquiatra e Homeopata, Especialista em Psicodrama. Atende na Av. T-63 (esquina com T-15), Ed. New World Concept Office, sala 315, qd 145, n°1296 – Setor Bueno, Goiânia – GO. Fone: (62) 99646-8400
- Dra. Maria Amélia Dias Pereira – CRM 5283 GO – RQE 1533. Médica Psiquiatra. Atende na Holus clínica – Rua 148, nº 620, Setor Marista – Fone: (62) 3245-2034
Psicólogos excelentes em Goiânia, que conheço o trabalho e indico.
Abordagem sistêmica:
- Ana Letícia Lopes - Psicóloga (CRP-09/17727) graduanda em Musicoterapia. Atende online e presencial. Fone: (62) 98121-0200. Frequenta a Egrégora Graça e luz. Já fez o curso de Benzeção.

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